23,1 N - VOCÊ É O SEU MAIOR INVESTIMENTO!

A Eletiva de Base ‘Você é o seu Maior Investimento!’ foi produzida pelo Professor Elielson Carlos Liam e desenvolvida conjuntamente com os estudantes da 1ª Etapa da Educação de Jovens e Adultos – EJA, do turno Noturno, do Centro de Ensino Teresinha Alves Rocha – CETAR, e teve por escopo aperfeiçoar o planejamento pessoal de gastos dos alunos e de seus familiares, maximizando seu poder de compra e otimizando seus gastos pessoais, tornando-os consumidores mais conscientes e pessoas mais comprometidas com a sustentabilidade do planeta.

Assim, a presente Eletiva de Base teve seu foco na Matemática Financeira, na pretensão de levantar questionamentos sobre o porquê de estudar educação financeira, qual é a importância de gerenciar bem seus ganhos e despesas para ter um orçamento equilibrado, pensando no futuro. Isso porque, ao tematizar a matemática financeira no orçamento, este projeto eletivo quis provocar no estudante pensamentos lógicos de como maximizar suas compras minimizando seus gastos, bem como foi estimulado a avaliar todas as suas necessidades (individuais ou familiares) e o seu poder de aquisição e, a partir daí, decidir como deve ser efetuada a compra, se à vista ou a prazo, se há espaço para investimentos e quais serão os melhores investimentos possíveis de serem feitos.

Isso ocorreu porque diante das propostas que nos últimos anos têm-se apresentado, de uma educação voltada para a cidadania, como princípio norteador de aprendizagens, é cada vez mais necessário e urgente que tenhamos uma formação crítica, reflexiva e voltada para a realidade da comunidade em que a escola está inserida. Assim, alguns Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) são inseridos nos documentos oficiais – que orientam a prática em sala de aula – e que, de acordo com o Ministério da Educação (MEC), buscam promover uma “contextualização do que é ensinado, trazendo temas que sejam de interesse dos estudantes e de relevância para seu desenvolvimento como cidadão” (BRASIL, 2019, p.7).

Quando se lida com situações de consumo, estamos envolvidos em uma situação de tomada de decisão, pois se leva em consideração de que forma o consumo pode impactar o meio ambiente e são consideradas as relações extrínsecas que permeiam as relações de consumo em sociedade.

Com efeito, neste projeto defendeu-se a educação financeira em uma perspectiva crítica e social, em que o estudante seja orientado a tomar decisões conscientes e fundamentadas, mas que não levou em consideração durante esse processo apenas os aspectos matemáticos envolvidos.

A entrada da educação financeira nas escolas se justifica pelas diversas razões amplamente estudadas por países que já acumulam experiência na área. Entre essas razões, destacam-se os benefícios de se conhecer o universo financeiro e de tomar decisões financeiras adequadas, que fortaleçam o comando autônomo da própria vida e, por extensão, do âmbito familiar e comunitário. A educação financeira nas escolas apresenta-se como uma estratégia fundamental para ajudar as pessoas a enfrentar seus desafios cotidianos e a realizar seus sonhos individuais e coletivos.

Para o Ensino Médio, o foco está em que o estudante construa uma visão integrada da matemática, aplicada à realidade, em diferentes contextos, levando em conta: suas vivências cotidianas e o impacto que, de diferentes maneiras, os avanços tecnológicos trazem; as exigências do mercado de trabalho; os projetos de bem viver dos seus povos; a potencialidade das mídias sociais, entre outros.

Discentes e docentes financeiramente educados são mais autônomos em relação às suas finanças e menos suscetíveis a dívidas descontroladas, fraudes e situações comprometedoras que prejudiquem não só a própria qualidade de vida como a de outras pessoas. A educação financeira tem um papel fundamental ao desenvolver competências que permitem poupar e investir de forma responsável e consciente, propiciando uma base mais segura para o desenvolvimento do país. Tal desenvolvimento retorna para as pessoas sob a forma de serviços mais eficientes e eficazes por parte do Estado, em uma relação saudável das partes com o todo.

Por conseguinte, nesse sentido, o foco do trabalho recai sobre as situações cotidianas de vida do estudante, porque é nelas que se encontram os dilemas financeiros que ele precisará resolver. Os estudos sobre diversas experiências confirmam que os estudantes aprendem melhor no contexto das situações reais que enfrentam.

Por conseguinte, sob a ótica metodológica, aos estudantes foi proposto que aplicassem de forma prática as habilidades aprendidas através de resolução de problemas de situações cotidianas, pesquisa de campo em diversos estabelecimentos comerciais, planilha de gastos, aplicações financeiras, cálculos de juros de cartão de crédito, entre outros. Para isso, as abordagens utilizaram como instrumentos metodológicos leituras diversas, trabalhos em grupo, pesquisas bibliográficas, virtuais e de campo, oficinas práticas, rodas de conversa, dentre outros.

Portanto, a oferta ao estudante de informações e orientações propiciou o favorecimento da construção de um pensamento financeiro mais consistente e o desenvolvimento de comportamentos financeiros mais autônomos e saudáveis, permitindo que cada estudante  possa melhor se desenvolver como protagonista de sua história, planejando e fazendo acontecer a vida que deseja para si próprio, em conexão com o grupo familiar e social a que pertence.

































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