2022.2 V - DECIFRA-ME OU TE DEVORO! DESBRAVANDO O LABIRINTO DA LÍNGUA PORTUGUESA.
A presente Eletiva de Base “Decifra-me ou te devoro! Desbravando o Labirinto da Língua Portuguesa!”, foi pensada e desenvolvida a partir da observação empírica realizada em sala de aula no 1º semestre do ano letivo em curso, em que se pôde observar a premente necessidade de aperfeiçoamento das habilidades de leitura e escrita dos discentes.
Este projeto eletivo envolveu as componentes curriculares Arte, Língua Portuguesa e História, com foco no estudo dirigido e acompanhado da Língua Portuguesa. Por conta disso, ao longo do percurso pedagógico deste projeto foram trabalhados a leitura e a escrita de textos diversos, abrangendo distintos gêneros textuais, com ênfase nos exercícios práticos por meio de Oficinas (leituras dirigidas e produção e refacção textual - individual/coletiva - acompanhadas pelo professor da referida eletiva).
Por conseguinte, por meio de uma metodologia mais dinâmica e interativa, foram abordados assuntos referentes à gramática normativa, em seus aspectos morfossintáticos e semânticos, bem como serão desenvolvidos exercícios ortográficos e prosódicos (pontuação, entonação, dicção, etc.), na intenção de elevar as habilidades de escrita e de leitura dos estudantes.
Nesse sentido, a eletiva foi iniciada a partir de um resgate histórico do processo de origem da Língua Portuguesa, passando pelas ricas contribuições lexicais das culturas indígenas e africanas, dentre outras. Além das práticas de letramento realizadas em forma de oficinas pedagógicas, a componente curricular Arte será utilizada como mecanismo instrumental para que os estudantes externem – de maneira dinâmica e criativa – as aprendizagens consolidadas durante o trajeto eletivo.
Com efeito, a interdisciplinaridade supõe um eixo, assim como um fio condutor integrador que alinhave todas as propostas de trabalho, apesar de oriundas de áreas curriculares distintas, unindo-as e dando-lhes coesão e coerência. Esse fio condutor, que pode ser o objeto de conhecimento, um projeto de investigação, ou ainda um plano de intervenção.
Nesse sentido, uma ação pedagógica interdisciplinar deve partir de uma real necessidade sentida pelas escolas, professores e alunos de explicar, compreender, intervir, mudar, prever, algo que desafia uma disciplina isolada e atrai a atenção de mais de um olhar, talvez vários. (BRASIL, 2002, p. 88-89).
No entanto, o foco interdisciplinar se configura apenas como uma ferramenta pedagógica para possibilitar aos estudantes uma visão mais holística e implementar uma maior abordagem do fenômeno estudado, conforme enunciam os PCN’S, ao afirmar que
Na perspectiva escolar, a interdisciplinaridade não tem a pretensão de criar novas disciplinas ou saberes, mas de utilizar os conhecimentos de várias disciplinas para resolver um problema concreto ou compreender um fenômeno sob diferentes pontos de vista. Em suma, a interdisciplinaridade tem uma função instrumental. Trata-se de recorrer a um saber útil e utilizável para responder às questões e aos problemas sociais contemporâneos (BRASIL, 2002, p. 34-36, grifo nosso).
Frente a esta situação, este projeto de Eletiva de Base almeja ofertar aos estudantes orientação e técnicas didático-pedagógicas a fim de que eles possam conhecer, analisar, questionar, pesquisar e compreender normas gramaticais utilizadas em situações reais de comunicação, oral ou escrita. Isso porque se pôde perceber que alunos e alunas - em geral - apresentam dificuldades em produzir textos escritos e orais adequados a distintas situações de fala.
Ressalta-se ainda que não se trata de um retorno ao ensino tradicionalista que preconizava a gramática pela gramática, mas uma visita às raízes da Língua Portuguesa a partir das situações de fala, uma vez que o ensino descritivo-conceitual normativo não pode ser extirpado por completo da rotina escolar. A este respeito, Vygotsky afirma que “o estudo da gramática é de grande importância para o desenvolvimento mental da criança” (1999, p. 125), o aluno, embora domine a gramática de sua língua muito antes de entrar na escola, esse domínio é inconsciente, ou seja, mesmo usando o tempo verbal correto ao se expressar, não saberá declinar ou conjugar uma palavra quando isso lhe for solicitado.
Nesse sentido, o ensino da gramática torna-se necessário não apenas porque possibilita aos alunos estarem cada vez mais conscientes do que estão fazendo/falando/escrevendo, mas também porque eles aprendem a empregar tais habilidades de maneira consciente, além de permitir a esses estudantes avançar para um nível mais elevado do desenvolvimento da fala.
Destaca-se ainda que esse ensino da gramática se consolide por meio de práticas alternativas, empregando técnicas mais interativas e dialógicas, tais como, por meio de reflexões desenvolvidas a partir das próprias dificuldades surgidas da escrita ou reescrita de textos (ZOZZOLI, 1999); da análise linguística pautada nas relações textuais, intertextuais e contextuais ocorridas no manuseio pragmático da linguagem escrita, contemplando com igual isonomia textos clássicos e modernos, em diferentes contextos e situações, bem como partindo do nível linguístico dos estudantes (FÁVERO, 1994); ou ainda, como propõe Bagno (2001), por meio da “pesquisa lingüística”, partindo da gramática normativa e passando pela reflexão-investigação do fenômeno a partir de uma abordagem histórica, por meio de corpus textuais, analisando a língua viva por meio de entrevistas, e a elaboração de conclusões críticas da gramática normativa, para em seguida, construir regras da língua em uso corrente, por exemplo.
Diante da problemática local diagnosticada e das propostas possíveis, o uso dessas técnicas e atividades inovadoras pode ampliar o potencial de sucesso do desenvolvimento das habilidades de leitura e produção textual. Nesse contexto, para uma efetiva consecução dos objetivos almejados, as aulas serão expositivas, interativas e práticas em sala de aula ambiente, buscando selecionar, relacionar, organizar e interpretar as regras de escrita e leitura, comparando o uso com realidades do dia a dia.
As aulas também contarão com a utilização do Datashow, dos recursos da informática e de materiais que auxiliem no ensino, como: livros, periódicos, jornais, computadores e cadernos para registro e anotações do percurso de aprendizagem do estudante. Os estudantes utilizarão um caderno ou portfólio para registrar e comparar as redações desenvolvidas no semestre letivo, verificando a reescrita e evolução dos textos produzidos.
Ao final da Eletiva, espera-se que o estudante aprimore conhecimentos a respeito do uso das normas aplicadas no texto e, consequente, sinta-se motivado a se expressar melhor por meio de diversos gêneros textuais, compreendendo o uso da organização linguística. Anseia-se também que as habilidades e competências desenvolvidas fortaleçam sua formação integral.
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| Professoa Célia Maria, idealizadora e regente da Eletiva "Decifra-me ou Te devoro! Desbravando o Labirinto da Língua Portuguesa!" |
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